Uma ocorrência policial registrada nesta segunda-feira, 25, na delegacia de Cerejeiras, desmente denúncias divulgadas por um veículo de imprensa de Porto Velho envolvendo supostos casos de assédio moral dentro do Sintero.
Segundo o boletim de ocorrência, uma funcionária da entidade sindical procurou a polícia para negar que tenha sofrido assédio moral em seu ambiente de trabalho. A servidora também afirmou que nunca concedeu entrevista ou qualquer declaração ao jornal responsável pela reportagem que utilizou seu nome como suposta vítima.
De acordo com o registro policial, a funcionária negou ainda que estivesse sofrendo ameaças de demissão ou vivendo em ambiente hostil, como havia sido divulgado pela publicação. Ela também contestou a informação de que seu nome apareceria em documentos internos ligados a denúncias contra a entidade.
A direção do sindicato também rebateu as acusações e informou que não existem registros internos relacionados a perseguição, insegurança emocional ou deterioração do ambiente profissional nas unidades mencionadas.
Nepotismo e coação
Conforme apurado pela reportagem, conversas e prints indicariam que uma ex-servidora demitida do sindicato, juntamente com uma diretora acusada de nepotismo por filiados, teriam pressionado a funcionária de Cerejeiras a ingressar com uma ação judicial por danos morais contra o sindicato, com o objetivo de obter indenização financeira na Justiça do Trabalho.
Segundo as informações obtidas, uma secretária da entidade em Colorado do Oeste também teria sofrido pressão semelhante para denunciar judicialmente a atual direção sindical.
Ainda conforme a apuração, diante da recusa das servidoras em aderirem às denúncias, a ex-secretária passou a utilizar redes sociais e veículos de comunicação da região para atacar a imagem do sindicato, levantando falsas acusações de assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, as publicações e declarações teriam se intensificado após o rompimento político com a atual direção da entidade, em meio à disputa interna pelo comando do sindicato nas eleições deste ano.
Prisão de ex-dirigente
Ligada politicamente a um grupo opositor dentro da entidade, a ex-funcionária também manteria proximidade com um ex-dirigente sindical que chegou a ser preso anteriormente por divulgar conteúdos íntimos envolvendo uma dirigente da instituição, caso que teve repercussão na imprensa rondoniense.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a movimentação teria como objetivo desgastar a atual gestão do sindicato durante o período pré-eleitoral interno da entidade.
As apurações apontam ainda que a estratégia buscaria criar instabilidade política e enfraquecer a atual diretoria presidida pela professora Dioneida Castoldi.
Procurada pela reportagem, a presidente do Sintero afirmou que o sindicato acompanha todas as denúncias apresentadas e reforçou que não existe qualquer documento interno confirmando as acusações de hostilidade ou perseguição envolvendo os nomes citados na reportagem divulgada pelo jornal da capital.
Dioneida Castoldi também informou que a entidade acompanha uma investigação sobre o desaparecimento de dois HDs contendo dados de servidores da região do Cone Sul. Segundo informações apuradas, teria ocorrido vazamento de dados de funcionários, incluindo informações relacionadas a contas Gov.br, senhas e empréstimos consignados de servidores federais. O caso foi registrado na polícia e segue sob investigação sigilosa.
Denúncias na imprensa
Sobre as alegações de que o sindicato estaria retendo parte de valores de servidores, a dirigente negou qualquer irregularidade.
“Repudiamos de forma veemente qualquer insinuação de prática irregular ou ilícita. Nossa atuação sempre foi pautada pela legalidade, ética e compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores da educação”, declarou.
A presidente explicou ainda que a contratação de escritórios especializados para atuar em demandas jurídicas coletivas é uma prática comum dentro do movimento sindical e afirmou que todos os procedimentos envolvendo procurações e atendimentos aos filiados ocorrem com transparência e esclarecimento prévio.
“Não procede qualquer alegação de indução ao erro. Todos os documentos são apresentados aos filiados com total clareza e responsabilidade”, afirmou.
Dioneida também relacionou os ataques ao atual momento pré-eleitoral vivido tanto dentro do sindicato quanto no cenário político estadual.

